EDIÇÃO III

Na edição de 2024, o projeto aconteceu com Projeto Pedagógico de Yná Kabe Rodríguez Olfenza, estruturando o curso em quatro turmas. Cada turma traz diferentes aspectos das zines e arte-educadories trans como provocadories. A edição tem como mote a pergunta:

Como fazer laboratórios?

A história dos processos gráficos e das mídias físicas não é a mesma desde a criação e difusão da internet, mas antes da “digitalização das mídias” a prática de produção de zines surgiu como uma potente ferramenta de democratização, experimentação e circulação de diversas linguagens artísticas, visões políticas e informações no geral. Muito difundida no movimento punk, a fanzine também tem sua origem nos clubes literários de ficção científica, sempre apresentando catactéricias de uma vontade pessoal em sua produção.

Nessa edição o Transzine-se: Laboratório de Fanzines volta-se para seu aspecto experimental, explorando o seu lado laboratorial – O que se faz em um laboratório? – Desde ao ateliê às ruas, ou qualquer espaço de produção e experimentação, essa edição propõe aos participantes uma imersão nos exercícios práticos em busca de investigar as possibilidades de transformação plásticas, poéticas e conceituais.

Em um mundo onde histórias como o Médico e o Monstro são escritas, o Transzine-se propõe outras construções de narrativas que tensionam os processos de criação e transformação: onde a experimentação percorre tanto Paul B Preciado e Maria Léo Araruna.”

TURMAS

“VIVER PODE SER UM DOCUMENTO?”

com Vitos e felix b. perini

A experimentação gráfica pode revelar caminhos narrativos e estéticos. Durante os encontros, testaremos formas de coletar, extrair e se apropriar de imagens com a colagem, desenho e pintura. Partiremos de dispositivos ligados ao acaso para evocar possíveis abordagens para uma publicação. Séries desdobráveis ou uma coleção de caos. Resgatar palavras de livros, tirar cartas de tarô e outras aleatoriedades como pontos de partida para nos aproximarmos da publicação enquanto espaço que materializa a ideia, explorando suas possibilidades de suporte, sequência e composição.

“É A BOCA QUE ESCREVE?”

com Castiel Vitorino Brasileiro, Diana Salu e Ernesto Nunes

A turma ESCRITA terá como tema a escrita e es participantes serão convidades a explorar diferentes ferramentas narrativas e poéticas dentro dos vários campos da escrita. Ao final do módulo cada participante terá desenvolvido uma publicação a partir dos exercícios, referências e discussões trabalhadas em aula.

A proposta é introduzir o conceito de Caderno de Artista, – obra visual composta do fluxo de ideias dy artista, sem um objetivo fixo final. Através dessa ideia e de amontoados de papeis, lixas, tecidos e outras bugigangas, criaremos narrativas a partir de texturas em plataformas de tamanho expandido. Ao final, cada participante e, agora, artista, será convidado a narrar a história traçada em sua feitura e – caso deseje – terá sua obra audiodescrita para a turma, após esta ser passada de mão em mão para leitura manual. A dramaturgia da vivência é a dimensão que habita o universo da criação que se fia entre todos os sentidos.

“O CORPO RELEVO”

com Fernando Franq

“O CORPO RELEVO”

com Fernando Franq

A proposta é introduzir o conceito de Caderno de Artista, – obra visual composta do fluxo de ideias dy artista, sem um objetivo fixo final. Através dessa ideia e de amontoados de papeis, lixas, tecidos e outras bugigangas, criaremos narrativas a partir de texturas em plataformas de tamanho expandido. Ao final, cada participante e, agora, artista, será convidado a narrar a história traçada em sua feitura e – caso deseje – terá sua obra audiodescrita para a turma, após esta ser passada de mão em mão para leitura manual. A dramaturgia da vivência é a dimensão que habita o universo da criação que se fia entre todos os sentidos.

“O CORPO É UM DIÁRIO?”

com Bento Ben Leite, Yná Kabe Rodríguez e Romulo Barros

Na turma LIVRO DE ARTISTA será trabalhado o livro de artista, propondo uma
investigação entre prática artística e processos gráficos e editoriais, utilizando do livro como mídia de experimentação visual e plástica. O livro será trabalhado enquanto objeto e ao final espera-se que cada participante finalize 1 livro de artista.

Este projeto foi/é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.